terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Da criação á guerra draconiana

Do início.
No início não havia nada exceto o sonho.
O sonho de um mundo que queria existir.
O sonho de um mundo que queria desesperadamente existir, mas precisava de ajuda para tal.
E então vieram os espíritos.
Alguns espíritos podiam visualizar o sonho, e estes se tornaram deuses.
Cada um dos deuses via o sonho sob uma perspectiva diferente, e por causa disso eles começaram a discutir.
A força de suas divergências provocou o caos, e o caos se propagou de forma rápida e destruidora. Muitos deuses e espíritos morreram, e esses foram os primeiros mortos.
Os deuses então se lançaram em busca daqueles que se foram, percorrendo o infinito até que encontraram o mundo dos mortos. Muitos deuses de perderam pelo caminho e desses não se têm notícia.
Quando os deuses chegaram ao mundo dos mortos se reuniram com todos os que se foram e puderam acabar com a solidão dos sobreviventes, que os afligia mais do que o caos; proporam aos mortos voltar para onde o sonho estava, muitos aceitaram, mas houve aqueles que prefiriram ficar no mundo dos mortos.
Oito dos deuses resolveram não voltar e no mundo dos mortos cada um criou um céu e um inferno, os deuses que haviam morrido, e que já não eram mais deuses, se dividiram entre esses locais: foram chamados de anjos os que foram morar nos céus e demônios os que foram morar nos infernos, naquela época não exitia o bem ou o mal.
Os outros deuses voltaram para o sonho guiando milhares de espíritos.
Quando lá chegaram os sete espíritos que haviam sobrevivido ao caos se fundiram a ele se tornaram os sete elementos que formaram este mundo: terra, fogo, água, ar, luz, trevas e trovão. Os elementos dependiam de si e tentaram um dominar o outro, e os deuses não entendiam essa dependência, então eles equilibraram os elementos e com isso criaram Launier.
Launier era o sonho, mas não parecia o sonho, então os deuses moldaram o sonho conforme suas espectativas.
Muitas eras depois os deuses começaram a lutar entre si pois cada um queria que Launier correspondesse ao seu próprio sonho, no meio da luta, Graúna, que depois seria conhecida como a deusa das plantas criou a primeira vida.
Os espíritos que até então vagavam pelo sonho após voltarem do mundo dos mortos agarraram-se àquela vida com todas as forças.
Os deuses então começaram a criar vida para que os espíritos habitassem e assim povoaram o mundo com várias formas de vida diferentes.

Aqui acaba os registros sobre a criação, agora contarei sobre a guerra draconiana.

Dragão foi o primeiro ser que desenvolveu sabedoria além dos deuses, ele podia mudar sua forma a seu bel-prazer e foi o primeiro a aprender usar magia. Observando os animais misturou suas formas em si e descobriu uma forma que lhe agradava, mas depois de algum tempo ele se sentiu solitário e resolveu fazer algo único, inédito.
Até aquele momento os únicos que criavam vida eram os deuses, não haviam pais ou filhos não havia a morte.
Dragão foi o primeiro a pensar nisso e resolveu então criar vida a partir dele, não a partir do sonho ou da vontade, como os deuses faziam, criou vida a partir dele e a partir de entidades que lhe chamaram a atenção, assim ele teve 12 filhos cada um com uma entidade diferente, esses filhos são os 12 tipos de dragões que existem. Seus filhos aprenderam a sabedoria com seu pai resolveram então fazer da família uma raça, pediram então para seu pai ter mais doze filhos, pois eles não conseguiam ter filhos com as entidades.
Dragão atendeu ao pedidos deles e ao fazer isso despertou a fúria dos deuses, os deuses o proibiram de ter mais filhos e dividiram seus filhos em dois tipos para limitar o número de filhos que eles puderam ter. Assim surgiram o feminino e o masculino.
Mas mesmo assim a família se expandiu e virou uma raça, os doze primogênitos, para homenagiar o pai, deram o seu nome para raça, assim, os filhos de Dragão se tornaram os dragões.
As outras formas de vida invejaram a condição dos dragões e pediram os deuses para também puderem ter filhos, os deuses se reuniram e decidiram que as outras criaturas também poderiam ter filhos, e que para isso teria de haver um equilíbrio, pois se não houvesse um equilíbrio o caos poderia se alastrar novamente; mas eles não conseguiam decidir como esse equilíbrio seria mantido, foi quando surgiu a morte.
A teoria mais difundida sobre a morte é que ela seria um deus que se perdeu e apenas agora havia retornado a Launier, mas nem mesmo os deuses poderiam garantir.
A morte disse que se os deuses criassem o tempo ela manteria o equilíbrio, e assim eles fizeram.
Quando a morte levou os primeiros os deuses se assustaram, mas viram que era a única maneira de manter um equilíbrio, e só então descubriram porque os deuses que ficaram no mundo dos mortos criaram o reino dos mortos (os infernos e céus), aqueles oito deuses já previram que isso seria necessário para evitar que o caos se instalasse novamente.
A morte foi até Dragão e lhe avisou que ele também não era imune a ela, mas que por respeito a ele, ela não o levaria apenas com o decorrer do tempo, sendo assim ela só o levaria se ele fosse assassinado. Até aquele momento não havia algo assim, uma criatura matar outra, e Dragão também foi o primeiro a saber sobre isso. Mas os doze primogênitos estavam a escuta e resolveram usar o poder da morte para reinar sobre o mundo.
Não demorou muito tempo até que a morte começar a levar os dragões, apenas Dragão e os doze não eram levados com o decorrer do tempo.
Paralelo a isso os deuses começaram a criar formas de vida que também eram capazes de aprender a sabedoria, mas nunca conseguiam criar alguma que fosse tão perfeita como os dragões. Os dragões apenas riam daquilo e começaram a dominar sobre as outras criaturas. Os deuses que não se davam muito bem resolveram se unir com o intuito de fazer uma raça perfeita, assim surgiram os humanos, muitos dos deuses que fizeram os humanos não os consideravam perfeitos e os abandoram, os dragões riram com mais força e tal como haviam feito com as outras raças anteriores tentaram dominá-los, mas ao contrário do que aconteceu com as outras raças entre os humanos não houve concenso, alguns aceitaram o domínio dos dragões, outros não e ainda hove os que traíram dragões fingindo aceitar o seu domínio.Os humanos foram os primeiros a lutar contra o domínio dos dragões. Mas os humanos eram fracos e não conseguiriam resistir, então os deuses ensinaram aos humanos técnicas para resistir aos dragões, ensinaram a forja, o artesanato, a arquitetura, e outras artes.
Com as artes, os humanos começaram a lutar contra o domínio dos dragões, depois de algumas investidas com sucesso, onde eles puderam libertar algumas tribos de outras raças dominadas foram cruelmente massacrados, mas mesmo assim não desistiram.
Dragão ficou entretido com a petulancia dos humanos que não aceitavam ser dominados mesmo sabendo que seriam massacrados, e por isso sussurrou segredos de magia para eles, logo ele achou muito injusta essa atitude e sussurrou segredos de magia para todas as outras raças dominadas.
Os humanos começaram a vencer os dragões com o auxílio de habilidades desenvolvidas por eles, a estratégia, a traição e a magia dos deuses que os acompanhavam, para sobreviverem eram capazes de expandir seus limites além do que os dragões compreendiam.
Os dragões também não compreendiam como uma raça que vivia por tão pouco tempo conseguia fazer tanto estrago.
Mas durante toda guerra os humanos saíram em desvantagem, embora suas habilidades tenham aumentado muito desde a época em que foram criados, eles ainda não eram capazes de enfrentar a força e a magia dos dragões.
Mas essa condição estava prestes a mudar drasticamente, a partir da época em que os humanos se uniram a outras raças que queriam resistir, raças que também haviam desenvolvido sua magia escondida, e unindo as habilidades de todas as outras raças dominadas, eles puderam derrotar os dragões, com força, inteligencia, magia, e o apoio dos deuses.
Os dragões recuaram ao ataque maciço e ciram no poder de transformação de seu pai, a força para derrotar os inimigos, os doze primogênitos então traçaram um plano.

Continua.....

3 comentários:

Anônimo disse...

Eba, sou o primeiro a postar, adoro muito tudo isso... Adorei seu mundo, e espero pela continuação da cronica, e até me sinto inspirado para recriar o diarioblog de André Dias meu investigador particular vampiro... E espero que goste da história de angeluz rangrinn, meu vampiro/badboy/garotobonzinho/vingativo/efilhodesnaturado espero que goste!
http://www.flogao.com.br/lionhurt/foto/27/38948527

Diego, o punho da morte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diego, o punho da morte disse...

Gostei muito sobre o começo de tudo "O sonho" algo que muitos não dão muita importancia, mas que sempre tem um significado!Espero pela segunda parte de seu mundo ancioso...